No âmbito do seu plano de campanha “Ouvir, Falar e Sentir Gualtar”, a Coligação “Juntos por Braga” à Junta de Freguesia de Gualtar, continua no terreno a analisar exaustivamente os problemas da freguesia e a ouvir nos locais, os vários problemas dos seus moradores.
Neste passado Domingo foi efectuada mais uma abordagem, desta feita aos lugares da Quinta do Pomar, Mourisca, Bela Vista, Barreiro e Pousada.
À partida para mais uma diligência e apesar do intenso calor, o grupo mostrava vontade e união, agradado com o aumento do número de elementos, desta feita com a presença de algumas pessoas que não fazendo parte da lista de candidatos, se quiseram juntar a mais uma acção.
Da análise e levantamento efectuado, constata-se já de várias abordagens anteriores, que Gualtar em tempos possuía uma vasta rede natural de abastecimento de água, com fontanários e respectivos tanques com lavadouros públicos. Verifica-se que na actualidade, muitos destes conjuntos estão tidos ao completo abandono, a acrescer ao seu péssimo aproveitamento e pouco digna utilização, são um mau cartão de visita pelo aspecto “frio e sujo” que espelham.
Talvez seja chegada a altura de reabilitar todos esses espaços, com um reaproveitamento dos seus respectivos tanques, dando-lhes um aspecto digno, e se a imaginação não faltar, estes podem traduzir várias potencialidades.
Ainda dentro deste domínio, de passagem pelo lugar da Mourisca, e à conversa com alguns moradores, o grupo da Coligação foi conduzido ao local apelidado de “Poça Nova”. Também aqui se constatou a existência, num lugar muito aprazível, de uma saída de água de nascente e um grande tanque em zona de domínio público, num espaço verde sobranceiro a uma plantação de mimosas. A ideia de conduzir alguns elementos da Coligação, incluindo o seu candidato, Luís Marques, por parte dos populares, foi a de mostrar o subaproveitamento de mais um lugar com grandes potencialidades, ficando o registo para a Coligação, e agora para os demais, que se trata de mais um espaço esquecido e abandonado, que muitos gostariam de ver requalificado, nomeadamente com um outro reaproveitamento da água de nascente e todo o seu espaço verde envolvente.
Com um PDM com classificação de zona urbana ou urbanizável, Gualtar possui apenas uma pequeníssima mancha de zona florestal. Torna-se de vital importância a criação de espaços verdes no centro da freguesia, para fazer face ao intenso avanço do betão.
Pelos vários lugares percorridos, inevitável foi também algumas abordagens de populares ao candidato, em relação aos últimos ataques e acusações por parte do actual Presidente de Junta, Sr. João Nogueira. Aqui, Luís Marques foi respondendo de forma concisa e directa a todos eles, “Estou consciente que estes levantamentos, relatos, necessidades e anseios dos gualtarenses, põe a “nú” as realidades precárias da freguesia e constato que esse facto não tem agradado a algumas pessoas. Sendo minha a convicção de que Gualtar neste momento não necessita de políticos nem de políticas, mas sim de “sangue” novo de quem quer trabalhar e fazer muito melhor, não entrarei neste jogo de acusações, e de ataques pessoais, típico de quem pretende apenas desviar as atenções da realidade. Ainda há muito que fazer, por isso não vou perder tempo com estas picardias típicas de políticos”.
Prédio abandonado em Pousada
A Coligação, atenta aos cada vez mais fortes protestos contra o prédio abandonado na zona de Pousada, teve no local a ouvir as razões de alguns moradores. Trata-se de um prédio com vários andares, construído há já bastante tempo mas que por razões desconhecidas, não teve procura por parte de compradores e que ainda hoje se encontra vazio.
Segundo os populares, na actualidade o local é reservado à centralização de alguma marginalidade, a negócios pouco claros feitos a altas horas da noite, e até a actos menos próprios para uma zona pública, que levanta a apreensão dos moradores que temem pelo clima de pouca segurança e pudor, vivida no local. Existe também o medo, em função das várias zonas envidraçadas do prédio, que estas possam ser partidas e este possa vir a ser ocupado a nível do seu interior.
Esta matéria já foi anteriormente tornada pública, mas a questão é bem mais complexa do que possa parecer, o facto deste prédio estar construído em zona pertença à freguesia vizinha de Tenões, os principais visados são os moradores gualtarenses, que habitam maioritariamente do outro lado da estrada, uma vez que na zona de Tenões apenas existe a construção do prédio.
Para os menos interessados e menos atentos, aqui fica patente a importância do diálogo com as autarquias vizinhas, no sentido de solucionar os problemas das populações. Não faz nenhum sentido descartarmos responsabilidades em determinadas situações, só porque cinco metros depois daquele marco já não se trata da nossa freguesia, todos juntos, independentemente da cor partidária, temos a obrigação de mover esforços e defender o bem-estar de toda a população, principalmente se afecta aquela que nos compete defender, neste caso os gualtarenses.
Campo sintético na Quinta do Pomar
Por último, na passagem pelo lugar da Quinta do Pomar, a Coligação, avaliou a importância da criação dos recintos desportivos, no sentido de verdadeiras alternativas para que jovens e outros se centrem numa saudável actividade desportiva.
Contudo e sabendo que em várias situações não se consegue agradar a todos, é importante responder positivamente ao desagrado de alguns moradores da Quinta do Pomar, que relataram à Coligação, várias situações de incomodativo barulho da utilização do actual campo sintético, em horas cujo descanso convida a ser implementado. De facto este chamado Gimnodesportivo, foi construído numa zona habitacional, rodeado de várias moradias e, uma vez investidas algumas dezenas de milhares de euros nestas habitações, algumas pessoas, apelam a algum sossego, que muitas vezes esbarra na vontade de outros praticarem a actividade desportiva.
Segundo Luís Marques, “Nada mais simples, basta primeiro vir para a rua ouvir e falar com os populares, depois mostrar interesse de, sempre que possível, atender as pretensões da população, depois, no caso em específico, apelar a uma racional gestão do espaço, com um plano de utilização desportiva mais condizente, onde impere o bom senso na organização dos horários e porque não, no bom senso de quem utiliza este espaço desportivo, a fim de todos saírem beneficiados”.
Desta forma, todos poderão continuar a utilizar este recinto sem serem interrompidos pela frequente visita das autoridades, que muitas vezes são chamadas ao local pelos moradores, e por sua vez, estes podem continuar nas suas habitações, sem hipotéticas perturbações ao sossego e tranquilidade do lar, e assim afastarem de vez a vontade de vender as suas moradias e saírem desta freguesia.
