A pedido de muitos gualtarenses que não assistiram à oficialização do processo de candidatura de Luís Miguel, aqui ficam algumas passagens da sua intervenção, retratando o fundamento que o mobilizou, as carências da freguesia e as principais linhas orientadoras para o desenvolvimento e progresso de uma freguesia que parou no tempo, Gualtar.
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Pensei muito antes de avançar, é certo, mas também senti que este era o momento de afirmar o que penso, evidentemente que, ficar no recato do lar, me daria maior tranquilidade, não estaria tão exposto, mas não tomaria voz para aquilo que entendo ser duas necessidades cruciais da nossa freguesia:
- Descentralização do poder, por inerência político;
Com todo o respeito que me merecem, temos uma Junta de Freguesia centralizada no mesmo domínio há mais de 30 anos, com personalidades ligadas ao mesmo elenco constitutivo há mais de 20 anos.
Acredito que o fundamento que me move hoje é a vontade de mudança e renovação, sinónimo da criação de uma equipa jovem, renovada e competente.
- Rotatividade no comando dos destinos da nossa freguesia;
Para que o poder instituído seja um fim em si mesmo e não um meio, para que a oposição seja parte integrante e fundamental do poder, não uma mera formalidade sem aceitação, defendo a rotatividade na liderança, dando o exemplo, encabeço um projecto para 8 anos, dois mandatos, este é o limite máximo da minha missão, assumindo, a priori, que darei o lugar a outras personalidades, para se manter uma viva e permanente renovação de ideias.
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Não ambiciono apresentar promessas sensacionalistas, não quero arrastar nem tão pouco alimentar promessas com mais de duas dezenas de anos, assumo com cordialidade, neste arranque, um propósito, o de “Ouvir Gualtar”, dar voz à sociedade civil e seus eleitores, promover o debate de ideias, os diferentes pontos de vista, a liberdade democrática de expressão, os problemas e as necessidades dos Gualtarenses. Afinal, não será esta a essência e o sentido da política?
Contudo quero definir hoje e aqui os principais pontos que considero linhas orientadoras de uma política necessária para o desenvolvimento e bem-estar da freguesia.
- Plano de intervenção de obras públicas;
- Saneamento básico;
- Espaços verdes e lazer;
- Qualidade de acessos;
- Trânsito e sinalização;
- Ocupação dos tempos livres – Gualtar necessita, à imagem de imensas freguesias de Braga, de um parque desportivo ao serviço não de um clube ou da Junta, mas de toda a comunidade;
- Ensino;
- Acção social – Uma prioridade, num apoio a todas as instituições que desenvolvem acção social na freguesia, apoio à infância, juventude e idosos.
Necessidades de hoje, necessidades de ontem, prioridades para o futuro.
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Gualtar insere-se hoje num prisma urbanístico, portas meias com um desenvolvimento técnico e científico traduzido pelas instituições da Universidade do Minho, pela proximidade do Centro Ibérico e do Novo Hospital da cidade. Neste sentido pergunto qual o apoio que o Município de Braga deu para que Gualtar possa acompanhar esta evolução que a rodeia? Quais as obras de vulto que foram implementadas para a inserção da Freguesia neste enquadramento urbanístico? Quais as condições que a freguesia criou para acolher os milhares de habitantes que para aqui vieram viver, permanente ou temporariamente e que são tão Gualtarenses como outros que nasceram e vivem em Gualtar, como eu?
Gualtarenses, não é com estas políticas actuais que poderemos afastar de uma vez por todas a conotação que a nossa freguesia tem há muito tempo a esta parte, a de ser um mero dormitório público, facto que certamente a todos entristece.
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Gualtarenses termino esta intervenção com a ideia de uma aposta numa mudança tranquilizadora mas absolutamente necessária, de um grupo que quer fazer e sabe como fazer, apelando a que não cedam ao peso da tradição, mas que votem com a razão.
Quem pretender ver o discurso na íntegra que siga este link.




